Trio de sangue - Capitulo 7

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| domingo, 19 de dezembro de 2010
Capitulo 7.

O beijo que ela me deu acendeu um fogo em minhas veias. Ele foi esquentando todo meu corpo e quando ela aprofundou também soube que o dela também estava em chamas. Me separei quando percebi que ela já estava ficando sem ar.
-Waw... – disse sonhadora. – Você sentiu isso? – perguntou olhando em meus olhos carinhosamente.
-Sim. Foi como se um fogo passasse por meu corpo inteiro, queimando em chamas.
-Sim. - Disse ela me abraçando. – E quer saber o que mais?
-Fale... – disse a abraçando mais perto de mim, a aconchegando em meu peito. Sua perna se enroscou por cima de uma das minhas.
-A boa noticia... – fez uma pausa e puxou meu ouvido próximo aos lábios dela. – Eu nunca senti nada disso, nem com Leon.
Eu não podia acreditar! Quer dizer que meu laço com ela era mais forte do que com o outro.
-Explique! – pedi a ela.
-O que sentia por Leon era apenas uma tocha comparado ao que sinto quando estou com você. – ela disse olhando em seus olhos. – Não há outra explicação pra isto, a não ser amor. No começo eu quis ser rude com você...
-O que praticamente não conseguia. – a interrompi.
-Porque não era possível. Eu tentava negar a mim mesmo que o meu sentimento era maior por alguém que nem era da mesma espécie e que conhecia a pouco tempo ao invés de alguém que conheci praticamente minha vida toda. Como eu poderia explicar isso? Todo esse sentimento. Com o sumiço de Leon, eu precisava de você perto de mim, para acabar com minha dor, com a minha culpa de ter começado a me emparelhar com ele, e coloca-lo em perigo.
-Se você estivesse comigo, as coisas seriam diferentes. Aqueles vampiros eram recentes, criados a pouco tempo, portanto não eram tão poderosos. Sua raça é forte, mas a minha é quase impossível de destruir. Não querendo ofender. – acrescentei com um sorriso.
-Não ofendeu. Eu sei que apenas um vampiro pode destruir outro.
-Exatamente. Mas acho que está na hora de você dormir, não? Nosso filho está pedindo por descanço...
-Gostei de como isso soa...nosso filho... a idéia me agrada muito. Bem, boa noite. - Disse ela se aconchegando mais a mim.
Eu apaguei a luz e fiquei a observando com minha visão noturna.
-Boa noite, pequena.
-Eu não sou pequena! – disse ela sorrindo, mas com um tom zangado de zombaria. – Sou de um tamanho normal para as mulheres hoje.
-Tudo bem te concedo esta.
Ficamos por mais um tempo em silêncio. Poderia achar que ela estava dormindo, se não fosse pelo ritmo de sua respiração.
-Ei! - chamou ela.
-O que foi? – perguntei preocupado.
-Eu te amo. Não esqueça isso.
Emoção passou por mim.
-Eu também te Amo. Muito. E ao pequeno. – disse antes de ela dormir.
-Isso muito me agrada.
E depois de alguns minutos caiu no sono, enquanto eu a observei toda a noite, admirando a mulher que amo e que me ama, levando um filho que na verdade não era de meu sangue, mas é meu filho de coração.
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Eu acordei em seus braços pelo segundo dia seguido. Isso era tão bom, parecia tão...certo! Era tão gostoso estar assim com ele. E eu o amava. Não sei explicar como, mas o que sinto por ele é até mais forte do que senti pelo Leon. Com ele, eu me sinto inteira. Eu o quero por perto. Eu o quero pra sempre comigo! E esta revelação me fez me movimentar e ele falar comigo.
-Bom dia. – disse ele com voz rouca.
-Bom dia! – disse o olhando. A luz do abajur estava acesa. – Por que sua voz está desse jeito? – perguntei desconfiada.
-Pelo simples fato – sussurrou ao meu ouvido de forma sexy. – de que eu vi a noite toda a moça mais linda e sexy dormir em meus braços. E com cada movimento enquanto dormia a fez roçar algo em mim. Sem contar que ela fala enquanto dorme!
-O que foi que eu falei? – perguntei seguindo o jogo dele.
-Bem... – ele continuou a sussurrar em meu ouvido. – ela disse algo que já sabia, mas foi bom escutar a cada hora que passava.
-Que foi... – o incentivei.
-Que me ama, que não é para eu deixar nunca ela e nosso filho!
-Oh! – Até agora não havia percebido o quanto temia ele me deixar.
-Pois ela deveria saber que nunca abandonarei os dois! Vocês são minha vida agora!
-Ela sabe. – eu disse emocionada e passando a mão por sua face.
-Será que eu ganho um beijinho de bom dia? – perguntou esperançoso, com cara de cachorro que caiu da mudança.
-Não senhor... – disse pulando da cama indignada. – Vou escovar o dente primeiro. Onde já se viu, querer me beijar com esse bafo e ...
Ele me puxou de volta pra cama e me deu aquele beijo que me fez incendiar toda. Quando já estava quase sem ar ele parou e ficou olhando meus olhos.
-Assim está melhor. – me disse e sorriu.
-Café da manhã? – perguntei olhando em seus olhos.
-Claro. Vai tomar o seu banho que já te trago.
-Vocês me mimam muito...
-Costumes de Ana. Pode se preparar que vai piorar... – e saiu dando gargalhadas.
-Eu fiquei meio assustada com o comentário dele, mas balancei a cabeça de um lado ao outro e fui ao banheiro. Nem me dei ao luxo de trancar a porta, apenas encostei. Fui retirando meu baby doll que não tinha muito de sexy a não ser que era curto e tinha um pequeno decote. Quando já estava sem a blusa e o shortinho do nada entra Pierre.
-Amor, esqueci de falar que as toalhas estão...
Ele estacou ao ver o que vestia. Estava com uma lingerie preta. Não uma lingerie normal, porque eu gostava de calcinhas estilo cuequinha e sutiãs estilo top de ginastica, pois os normais não seguravam meus seios. Mas para ele, suponho que deva ter sido a vista mais bela que ele já viu, pois me olhava com tal cobiça que desafiava a lógica humana.
-Ah Lize... – soprou ele. – Por que você faz isso comigo? Já não é tortura suficiente deitar com você, sentir seu cheiro, sonhar com você, ainda tem que me tentar desse jeito.
Fogo subiu pelo meu corpo e eu me contorci de vontade.
-Como eu posso resistir a você nestas condições?
Eu já havia tomado mina decisão e sentia que era a certa. Não ia voltar atrás. Me aproximei dele e levantei meus lábios até estarem próximos ao seu ouvido.
-Então não resista. – disse baixo e sensual.

Trio de Sangue - Capítulo 6

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| sábado, 18 de dezembro de 2010

Capitulo 6.

Eu estava tentando ser forte para não afetar meu filho. Mas era quase impossível. Isso junto com o simples fato da grande atração que estava sentindo por Pierre. Mas não seria certo, eu dizia pra mim mesma. Bem, na verdade eu estava mais tentando me convencer. A única coisa que me mantem sobre controle é ele agora. E ele está sendo tão bom pra mim e pro meu filho. Chegamos a cidade, a cede da matilha. Estava lotada de gente, todos esperando apenas por mim para começar a cerimonia.
Tio Stevan Estava com uma cara séria, sem outra expressão além desta. Mas eu tinha certeza que ele estava sofrendo tanto quanto eu por dentro. Fui cumprimentada por muitas pessoas, todas me dando os pêsames. Me mantive firme o máximo que pude, mas Pierre estava lá para me auxiliar. Quando tudo passou, a cerimonia foi simples, como eu esperava. Após, minha manada, que hoje estava com cerca de 52 membros, esperava a atualização de tudo o que ocorreu.
-Bem, - eu disse a todos em voz alta e em frente a eles. – como vocês sabem, eu e Leon estávamos começando a nos emparelhar e mesmo assim já havíamos concebido uma criança em apenas uma noite. – eu passei a mão em minha barriga e aqueles que ainda não acreditavam por não haverem sentido meu cheiro soltaram a respiração, assustados. – E como vocês já devem saber fomos atacados ontem a noite. Eu sai um pouco ferida, mas Leon tentou me defender e acabou desmaiado e levado. Se não fosse por Pierre, eu também seria levada. – eu sorri para o vampiro, que me devolveu um sorriso todo dentes que eu amava. – Bem, um tal de P. me mandou um recado hoje pela manhã falando que Leon estava morto e que logo ele virá atrás de mim e de meu filho.
Tentei transmitir a Pierre o que queria contar a eles enquanto o olhava e soltei um bufo de ar quando eu escutei claramente em minha mente dizer que podia lhes contar que éramos companheiros.
*Como isso é possível? – perguntei em minha mente.*
*É porque somos companheiros, só isso!*
*OK!* - respondi.
-Bem, - chamei a atenção de todos de novo. – vocês sabem o quanto sempre fui diferente. Afinal de contas, estou aqui sendo líder de vocês. Mas não creio que sejamos apenas nós os atacados. Sugiro que juntemos forças com os outros sobrenaturais da região. A começar pelos vampiros.
-Mas não sabemos se podemos confiar neles. Eles estão a poucos dias aqui. – disse alguém ao fundo.
-Vocês sabem que Leon era meu companheiro destinado, mas não completamos o emparelhamento. Bem, o que vocês não sabem, é que o vampiro aqui presente, Pierre, também é meu companheiro destinado. Pode ser muito apressado, mas ele ofereceu auxilio a mim e meu filho, que ele prometeu amar e cuidar como dele. E eu estou disposta a aceitar.
-Isso é impossível! – gritou uma moça perto da porta. – Não pode haver dois companheiros para alguém, ainda mais um que seja vampiro.
-Na verdade pode. – disse Tio Estevan, falando pela primeira vez. – Há relatos da história de nosso povo que falam que isto acontece, que é raro, mas acontece.
Eu estava mais preocupada com a cara de alegria de Pierre do que com as palavras de Estevan. Mas mesmo assim eu as escutei e entendi.
-O que houve com eles? – perguntei.
-Ela escolheu com quem ficaria, ou quando não podia, eles brigavam até a morte. – respondeu ele secamente. – como não pode haver mais briga e você tem que se proteger, acho que é justo deixar o pequeno ter um pai, mesmo que seja um vampiro.
-Você me dá sua benção tio?
-Eu quero que você seja feliz filha! Se meu filho não pode mais fazer isso, que seja seu companheiro então. E alguém que possa amar realmente meu neto!
-Bem, então está decidido. Vamos nos juntar com todos os outros sobrenaturais e nos defendermos de seja lá quem é esse P. Agora preciso descansar.
-Onde você vai ficar? – perguntou Estevan.
-Acho melhor ela ficar comigo até tudo passar. – disse Pierre falando pela primeira vez. – Ele falou que virá atrás dela. Se tiver vampiros e lobos a defendendo, terá mais chance de ela escapar. No estado em que ela se encontra, não vai conseguir se defender muito bem. Ela também não poderá se transformar daqui a 4 meses e terá que ser protegida!
-Ei eu posso me cuidar sozinha e ....         
-Eu sei que pode carinho. – me interrompeu ele, mas me olhou com carinho. – Mas logo não poderá trocar para não afetar o bebê! E eu estarei lá para os proteger. – disse vindo ao meu lado e acariciando minha barriga.
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Eu ainda não acreditava no que escutei. Ela afirmou a todos que ficará comigo. Que será minha, como serei dela. E ainda por cima tinha essa criança, que eu ajudarei a educar e a amar. Está tudo indo tão perfeito! Ana tinha razão, tudo vai dar certo.
-Você decidiu rápido se quer ficar comigo. – eu comentei enquanto corria pela floresta a levando pra casa.
-Não tem muito o que decidir! Você é meu companheiro, isso aconteceria cedo ou tarde e eu gosto de facilitar as coisas. – disse ela me sorrindo.
-Isso me faz tão feliz... – disse a abraçando ainda mais perto de mim. Ela estava sendo carregada como se fosse um bebê de colo.
-Mas não vai se animando muito. – disse ela com um sorriso. – ainda temos que nos acostumar. Sem contar a questão do horário. Os vampiros não dormem durante o dia ou algo assim?
-Isso é mito. Temos os horários de sono como o dos humanos. Apenas temos uma alergia a luz solar, por isso preferimos viver a noite e dormirmos algumas horas durante o dia. – disse e nós dois gargalhamos.
Nisso chegamos em casa. Todos os outros estavam acordados.
-E então? – pergunta Victor.
-Ela aceitou meu pedido e irá ficar conosco até tudo isso passar.
-Você está bem, coração? – pergunta Ana vindo em direção a Lize com todo aquele instinto maternal dela.
-S..sim...apenas muito estresse. Obrigado por se preocupar, Ana.
-De nada, querida. Ei, você lembra meu nome! – disse Ana maravilhada.
-Boa memória! – disse Lize sorrindo e batendo o indicador na cabeça.
-Vai descansar mais Pierre. – disse Jose. – Nós levaremos comida pra você no quarto em 10 minutos.
-Vem amor.- eu disse.
Levei ela ao quarto. Eu a deitei na cama e fiquei a fazer massagem em seus pés. Ela tinha pés perfeitos, um pouco grandes para a altura dela que era por volta de 1.70, mas mesmo assim, lindos, perfeitos. Ela toda era perfeita. Cabelo castanho avermelhado, olhos verdes penetrantes, que não possuíam o contorno da íris escuro como a maioria. Corpo em forma, seios fartos e o mais importante, seu jeito meigo e firme ao mesmo tempo. Pelos céus, como amo essa mulher!
Ela me olhava com um olhar cheio de carinho. Cheio de algo mais que isso, cheio de ... eu não sabia o que era. Mas tinha mais ali que carinho. Nisso, Jose chegou com uma bandeja com macarronada e chá gelado.
-Hum...parece apetitoso. – disse ela pra Jose. – Mas como adivinhou o chá gelado? – perguntou confusa.
-Pergunte a Pierre. Mas agora vou deixar vocês a vontade. André pediu pra ver se quer que pegue suas roupas em casa.
-Fala pra ele que agradeceria muito! Já que vou ficar aqui, pode trazer minhas roupas, não sabemos quanto tempo vai demorar pegar esses caras.
-Tá então, estou indo com ele agora pegá-las. – e saiu.
-Como soube que eu gosto de chá gelado? – perguntou ela comendo uma garfada de macarrão. – Hum.., isto está divino!
-Não sei se devo te contar...
-Por favor!! – pediu com olhar de cachorro que caiu da mudança.
-Ai,ai, o que você não me pedi que consigo resistir de fazer! – sorri pra ela. – eu tenho te observado, só por garantia de segurança.
-Você estava lá na noite em que eu e Leon.... – ela ficou vermelha.
-Só no começo, na parte da conversa.
Na verdade, aquela noite tinha sido bem difícil pra mim. Escutar ela se declarando pra ele foi complicado. Eu fiquei muito furioso ao ver o que eles iam fazer, mas não tinha como impedir.
-Entendo... – disse ela. – deve ter sido difícil pra você aquela noite!
-Na realidade foi muito difícil. Pense que eu estou a muito tempo sem encontrar aquela que me é destinada. Quando a encontro é para vê-la nos braços de outro. Logo eles começam a se acasalar e na primeira noite já está grávida. Quando soube da criança, juro que quis sumir da face da terra...
-Não diga isso. – disse ela angustiada. – Não faça isso nunca! Você não pode deixar esse mundo, eu não suportaria. Primeiro foi Leon. Se algo acontecer a você, eu morreria... – disse ela em um principio de choro, colocando a bandeja de lado.
-Ei! – disse abraçando-a e acariciando seu cabelo. – Eu nunca vou te abandonar! A tempos eu não tenho vontade de viver, eu apenas sobrevivi todos estes séculos pelo meu clã. Mas agora, você e esta criança me deram algo pelo que viver. E nunca mais pense nisso1 Vou mover céus e terra antes de ter que te deixar...
Eu fiquei olhando para aqueles olhos verdes. Ela era tão linda, tão delicada. E finalmente descobri o que via naqueles olhos: eu via amor! Fiquei tão emocionado quando ela disse que ficaria comigo, mas agora eu estava tão feliz e emocionada que quase chorei de tanta alegria. Encostei minha bochecha no topo de sua cabeleira ruiva. Ficamos assim por muito tempo até que lembrei a ela que tinha que comer.
Ela comeu tudo, logo após apareceu Ana com duas malas de roupas dela e ela foi tomar banho no banheiro que ficava em meu quarto. Ana preparou um banho de banheira com espumas e essências de flores que ficou com um cheiro divino.
-Como está nossa garotinha? – perguntou Ana amorosamente.
-Não está tão mal! Logo logo ela estará 100%.
-Bem, assim espero. Mas notei que o olhar dela já não é tão triste.
-Sim, ela aceitou-me. Mesmo eu sendo o que sou. E Ana...- hesitei um pouco antes de falar. – posso estar enganado, mas vi amor por mim nos olhos dela.
-Eu também notei isso, carinho.
-Você acha que há possibilidades de Leon estar vivo?
-Não sei! – ela disse, - Mas eu e Victor estamos saindo pra investigar. Quem quer que esteja tentando machucar ela e o bebê se verá comigo! – disse com bastante raiva. Antes de sair acrescentou. – Cuide bem dela. Ela vale ouro!
E então se foi.
Lize saiu logo em seguida do banheiro, limpa, cheirosa e arrumada. Deu um grande bocejo e veio se enroscar em meus braços, deitados na cama. Fiquei tão feliz com a reação dela e por algum tempo ficamos assim, só sentindo o contato um do outro. Não precisamos de palavras.
-Você já quer dormir? – perguntei a ela.
-Ainda podemos ficar mais um pouco acordados? – perguntou ela com cara de sono.
-Sim, eu com certeza vou ficar acordado, já que a noite é meu dia, mas você pode ir dormir se quiser, cuidarei de você.
-É que na verdade quero ficar um pouco mais com você. Dói menos quando está perto.
-Então tire o tempo que precisar! Mas não esqueça que tem que dormir para dar saúde pro pequeno.
-Tudo bem, só mais alguns minutos então.
-Você pode cantar algo pra mim? Sua voz é tão bonita! Queria ouvir algo de você esta noite.
-O que deseja ouvir?
-Algo que você goste! – disse ela rapidamente.
-Deixe-me ver... - e pensei, realmente pensei em algo bonito, que parecesse com ela ou então conosco. Então, lembrei da música Iris do Goo Goo Dolls (http://www.youtube.com/watch?v=NdYWuo9OFAw) do filme cidade dos anjos que é muito linda e que gostava muito. Sem contar que fala exatamente do que sinto e faria por ela.
-♪ And I'd give up forever to touch you
-Pode ir traduzindo pra mim? – perguntou ela. – Sou melhor em espanhol.
-Vou traduzindo parte por parte.
-Ok, pode continuar.

-♪ And I'd give up forever to touch you
Cause I know that you feel me somehow
You're the closest to heaven that I'll ever be
And I don't want to go home right now

-E eu desistiria da eternidade para tocá-la
Pois sei que você me sente de alguma forma
Você é o mais próximo do paraíso que chegarei
E eu não quero ir para casa agora

-♪ And all I can taste is this moment
And all I can breathe is your life
Cause sooner or later it's over
I just don't want to miss you tonight

-♪ E tudo que eu sinto é este momento
E tudo que eu respiro é sua vida
Porque mais cedo ou mais tarde isso acabará
E eu não quero sentir sua falta esta noite

Ela começou a bocejar. Eu achei melhor deixar ela dormir.
-Bem mocinha, acho bom você ir dormir!
-Só uma pergunta antes? – disse ela olhando nos meus olhos. - Bem duas contando com esta.
-Tudo bem.
-Por que você resolveu cantar esta musica?
-Porque mostra tudo que um homem faria por alguém que ama. Eu já te amo mais do que minha vida, mais do que o ar que nos cerca, mais do que tudo neste mundo. Ele só rivaliza com o amor que já sinto por este pequeno. – e coloquei a mão em sal barriga. – Ele já é tão importante pra mim...e só existe há dois dias. Mas eu o amo.
-Obrigado. – disse ela com um sorriso amoroso. – Melhor ir dormir ou ganharei bronca de Ana amanhã. Boa noite.
Ela se virou para me dar um beijo. Quando virei meu rosto para ela beijar minha bochecha, ela segurou minha face, olhou bem em meus olhos e me beijou.
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Nas sombras, alguém observava a cena e ódio corria por suas veias.
-Vamos ver quanto tempo irá durar sua felicidade e desse sangue suga.
Virou-se e saiu disparado pela noite.

Trio de Sangue - Capítulo 5

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Capítulo 5.

Pierre ao escutar meu grito de horror saiu correndo de seu quarto e parou a porta para analisar por que eu realmente estava assim. Ele não podia sair, o sol estava alto e eu não consegui responder pra ele. Levantei e entreguei o papel pra ele. Ele leu e em seu rosto eu vi ódio puro dirigido a este tal de P. que estava me fazendo sofrer tanto. Ele me puxou para um abraço apertado dentro da casa. Eu chorava em seus braços. Não conseguiu fazer nada além de ficar ali alinhada em seu peito e soluçar em meio às lágrimas. Nunca havia chorado em minha vida. Esta foi a primeira vez. E eu jurei que seria a última.
-Você está bem? – perguntou preocupado.
-Não, mas vou ficar. – disse olhando em seus olhos.
-Eu estarei aqui para te ajudar. Sempre estarei.
-Eu sei... – eu disse. E eu realmente sabia. Eu sempre soube que ele estaria lá por mim desde o dia anterior, quando pousei os olhos nele. Eu não sabia explicar, mas realmente isso era estranho.
-Pessoal! – gritei para meus homens. – Preparem o funeral simbólico de Leon. Não há o porquê adiar isso.
-Por q a pressa? – pergunta Pierre.
-Não podemos nos dar ao luxo de ficar muito tempo distraídos com esses preparativos. E – disse acrescentando um resto em sussurro só para ele escutar. – não sei se vou suportar muito tempo aguentando firme essa situação. Me promete uma coisa? – perguntei me ajeitando mais em seus braços.
-Tudo que quiser! – disse ele com todo carinho.
-Fica comigo pra me dar forças? Não sei se vou suportar...
-Não precisa pedir duas vezes. – disse ele com um sorriso caloroso nos lábios.
-E quanto a você? Quem irá te proteger enquanto nós arrumamos tudo?
-Ela vai ficar aqui comigo. – disse Pierre. – Eu e meu clã a protegeremos e ao bebê. Com nossas vidas, se for preciso.
E assim eu fiquei o resto do dia dormindo junto a ele em sua cama, enquanto ele cantava musicas antigas e calmantes para que meu sono fosse tranquilo e com ele perto eu realmente me sentia protegida.
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Ele acordou em um lugar sombrio e escuro. Não sabia ao certo onde estava, mas tinhas suas suspeitas. Leon estava assustado por Lize e o bebê. Mas não a vendo por perto, assumiu que pelo menos ela pudesse ter escapado. Ele fez uma prece silenciosa para que o maldito vampiro cuidasse dela agora que ele não poderia. Mas ele tinha esperanças de sair desta e poder ficar com ela e o bebê. Ele só esperava que não desse tempo o suficiente dela se apaixonar pelo sangue suga. Ele aprendeu a lição muito tarde. Mas agora ele sabia que não deveria se envolver com gente do tipo de P.
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Ela estava aqui finalmente. Em sua cama, dormindo em seus braços. Ele não podia acreditar em tudo que aconteceu em apenas um dia. Uma causa que lá no fundo ele achava perdida dá um giro de 180º e ela vai parar com ele. Ele a admirava enquanto ela dormia e cantava canções de ninar. No inicio ela ainda estava tensa, mas depois foi relaxando até pegar no sono. Ele fez um juramento nessa hora que nunca poderia mudar: ele jurou que a amaria pra sempre e a protegeria, não importa o que acontecesse, não importa se o cachorro peludo que ela chamava de parceiro e que foi muito fraco para protegê-la estava vivo, ele ficaria ao seu lado. E acima de tudo, ele amaria essa criança como se fosse sua. Ele estaria ao seu lado para educa-la. Ele a amaria como um pai ama a um filho, o amor que ele daria a um filho próprio, que ele nem sabia se er possível dar a ela.
Ela se remexeu neste momento e se acomodou a ele, em seu peito para dormir. E pareceu tão confortável pra ele, tão....certo. Eles dois assim juntos deste jeito...é tão perfeito.
Ele poderia ficar o resto da eternidade com ela assim...
Ele não sabe quanto tempo passou, mas ela acordou e com olhos sonolentos se virou pra ele e lhe deu um sorriso que fez com que ele sentisse um nó na garganta. Ele percebeu que ela já começava a gostar dele de alguma forma, já sentia carinho. Ele ficou emocionado, afinal ao contrário do que todos pensam os vampiros também sentem. Eles apenas não são vivos, de certa forma.
-Bom dia...ou boa noite.... ou algo do tipo, não sei se vocês vampiros tratam a noite como dia. – disse ela fazendo careta.
-Nós tratamos como noite também. – eu disse sorrindo. – Dormiu bem?
-Muito. Não dormia bem assim há algum tempo. Sempre há tantos problemas na manada...
-Bem, agora você não pode se estressar tanto assim, fará mal ao bebê. Ou então tem que ter alguém te ajudando com tudo.
-Bem, quem me ajudava com isso era Leon, mas ele não tinha muito tempo... – ela disse se abraçando mais a mim para conter sua dor e esconder uma lágrima em seu rosto.
-Ei, - eu disse carinhosamente levantando seu rosto. – não precisa esconder sua dor de mim. Você sempre poderá contar comigo. E eu posso te ajudar com tudo até o pequeno nascer.
-Você realmente me ajudaria com isso? – disse ela com um pouco de assombro no olhar. – Eles não são seu problema e nem sua gente.
-Se eles são sua gente, também serão minha, se permitir é obvio. – disse e dei um sorriso todo dentes pra ela. – Mas poderia te ajudar muito mais se permitir. – não resisti comentar.
-Como assim? – pergunta ela confusa.
-Se quiser, e eu disse apenas se quiser eu posso te ajudar com a criança. Posso dar um nome a ela e te ajudar. Prometo que serei o melhor pai que ela pode ser.
-Eh...
-Não precisa responder agora! – eu a interrompi. – Mas pense bem nisso. Eu nunca vou retirar minha oferta. Ela sempre estará d pé para você!
-Ok! – disse ela.
Nesse momento seu estomago deu um ronco alto e ela ficou muito vermelha.
-Ops! – disse ela e gargalhamos juntos.
-Desculpe. – falei. – Eu esqueci que os lobos precisam se alimentar com mais frequência que humanos e mais do que eles por causa de seu metabolismo acelerado. Ainda mais agora que tem que comer por dois!
-É verdade. Tenho que me cuidar mais agora.
-Vamos ver se conseguimos algo para comer na cidade e sabermos como foi o enterro.
E assim fomos.
 

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