Amores Eternos - amor eterno 01 - Trio de Sangue

| terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Capítulo 1.

Chamo-me Lize Martins. Hoje tenho 24 anos e a 2 assumi a manada de homens lobos da minha região, a manada dentes de sabre, localizada em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Geralmente não há mulheres nesta disputa, mas eu era tão dominante que eles me obrigaram a participar. Eu estava muito nervosa por haver alguém, um macho, bem mais forte que eu e alguém que eu nunca iria querer ferir: Leon Fernandes.
Desde que cheguei a este bando, com apenas 9 anos de idade, senti algo diferente por ele, que na época já tinha 14. Ele sempre me ajudou muito, me treinou pra não ser fraca e sempre esteve por perto quando precisei. Ele sempre esteve ali por mim, assim como sempre estive lá para ele. Foi uma noite tensa, até que ele se retirou da batalha quando só restaram ele e eu. Ele sempre disse que achava que era meu companheiro, o que eu nunca acreditei por sinal, até este dia. A partir deste dia assumi o bando, comecei a sair com Leon e tinha uma vida razoavelmente boa. A única coisa que estraga minha alegria é o fato de minha manada ser um mar de problemas.
Leon é hoje meu beta, além de meu namorado, apesar de ainda não estar totalmente convencida de que somos companheiros, portanto, não estamos emparelhados (mais especificamente, eu continuo sendo virgem). Ele é muito paciente comigo, é um bom namorado e sabe me dar o tempo que preciso. Nunca teve uma reclamação, nem uma mínima dele em relação a mim. Mas sei que toda paciência tem limites.
Estou sozinha em minha casa, ela ficam em um pequeno rancho, próximo a mata. Eu gosto deste lugar, não apenas pela beleza e raridade de fora da cidade grande, mas também pelo esconderijo perfeito para as corridas noturnas do bando. Afinal de contas, não existem lobos de quase um metro e noventa de altura no Brasil. Minha pelagem é uma das mais belas de todas, um branco prateado que iluminado pela lua cheia fica muito lindo.
Está muito quente neste mês de setembro de 2010, estamos sem chuvas a há muitos dias. Mas é impressionante como o clima aqui muda de uma hora para a outra. Estou apenas de shorts e blusa regata na varanda, aproveitando um minuto de descanso, quando meu celular toca, olho na tela e vejo que é Leon.
-Sim amor, o que houve? – digo eu do meu modo usual de o saudar.
-Oi coração, é Robert dando problemas de novo.
-Robert? Droga, eu avisei para ele não se meter em problemas de novo. Ele sabe o que irá acontecer a ele.
Robert é um inglês, uma das pequenas mutações de minha raça. Ele foi transformado, não nasceu homem lobo, por isso só passa por uma transformação parcial. Há sete anos no Brasil, não cansa de tentar chamar minha atenção, pois diz ser meu verdadeiro companheiro, mas eu sei que ele apenas quer o poder que eu posso lhe dar sendo o companheiro da alfa. Aquele filho da mãe...
-Droga, onde você está? – pergunto preocupada.
-Na fazenda São Paulo. O novo ninho dos vampiros.
-Não acredito! Eles mal chegaram na cidade e são recebidos assim por um dos meus? Espero que não tenhamos mais problemas para o lado deles.
-Eles o dominaram. Quanto tempo leva para chegar aqui? – pergunta ele com uma voz ansiosa.
-Uns cinco minutos. Estou no rancho.
-Ok, tenho suas roupas reservas na caminhonete. As terrei em mãos quando chegar. E Li, cuidado.
-Pode deixar.
Corri como se lutasse por minha vida. Tinha que resolver isso logo, pois queria voltar para casa. Quando chego a porteira da fazenda, Leon estava me esperando com as minhas roupas em mãos. Eu dei um beijo rápido em seus lábios quando me transformei, pois não queria o provocar e ainda estava nua, e me vesti rapidamente. De lá já podia avistar a casa da fazenda e alguém na janela me observando. Há uma semana, haviam se mudado para lá um clã de vampiros, cinco ao total. Eu tinha uma reunião com eles no dia seguinte, mas Robert a adiantou para mim.
-Vejamos o que temos aqui. – eu disse antes de entrar.
Havia cinco belos vampiros, três homens e duas mulheres. Viro para aquele que sinto o maior poder dentro. Provavelmente é o líder. Ele é muito alto, cabelo preto, roupas pretas, mas básicas calças jeans, regata e coturno. Ele era bonito, mas não me atraia tanto quanto os olhos negros, cabelos loiros, pele branca pelo tempo que ficava dentro de seu escritório sem poder sair ao sol e um e noventa de altura de músculos e ombros largos de Leon. O mais interessante era o olhar penetrante que o estranho me olhava.
-Desculpe-me pelo transtorno, senhor. Robert tem a estupida mania de tentar me impressionar das piores maneiras possíveis. – disse envergonhada por não conseguir conter meu bando.
-Não se desculpe com este sanguessuga. Eu só queria que minha futura companheira se orgulhasse de mim! – gritou Robert.
-Robert, você sabe muito bem que não somos companheiros e eu sei muito bem que você só quer o poder do meu cargo. E você sabe que estou com Leon.
-Você nem sabe se ele é seu verdadeiro companheiro, nem estão emparelhados! – grita ele.
-Chega! – grito e ele se cala. – Não estou aqui para discutir minha vida amorosa pela milésima vez com você. Eu te avisei que aplicaria a pena do bando se você aprontasse de novo. O que tem a dizer em sua defesa?
-Que fiz tudo por amor. – sussurra ele.
-Isso não justifica nada. Como líder do bando, eu exijo que os últimos afetados pelos seus atos a cumprir a sentença que lhe é destinada. Sinto que nosso primeiro encontro tenha que ser assim, senhoras e senhores, mas não tenho escolha. – digo me virando aos vampiros. – Pelo menos hoje quero que se apresentem e depois, amanhã, nos conheceremos melhor no horário marcado.
-Muito bem! – fala o líder. – Estes quatro são casais: Ana e Victor, Jose e André. E eu sou Pierre, o chefe do clã. Por favor, eu não sou mais velho desde por volta de 500 depois de cristo, mas não me sinto um idoso. Não me chame de senhor, apenas Pierre.
-OK, senhor Pierre, mas minha educação dada pela minha mãe e o pai de Leon sempre foi excelente. Posso não ser como os outros líderes que repudiam outras espécies e ter amigos vampiros, troca formas e etc., mas ainda tenho educação. A sentença de nosso bando fala que você deve executar este ser da forma que achar melhor. Alguma dúvida?
-Nenhuma no momento. – ele disse, me analisando da cabeça aos pés.
-Só não o transforme, - disse fingindo não notar seu olhar. – o bando sofreria muitos transtornos o caçando em sua vida imortal.
-Fique tranquila, não beberemos uma gota de seu sangue. Não vale a pena, ele não serve para se tornar um de nós.
-Ok. Bom, querida, vou ir ligando a caminhonete para esquentar enquanto você termina. – disse Leon, mal humorado e se retirando antes de atacar Pierre.
-Ok, vou em um minuto amor.
Ele saiu quase soltando fogo pelas ventas. Ele tinha notado a avaliação de Pierre.
-Bom, senhor Pierre, ele é sua responsabilidade agora. Eu já vou, ou meu namorado vai achar que resolveu me tomar como lanche. – eu disse rindo e indo em direção a porta.
-Ei, Lize?
-Sim? – digo virando, parada na porta.
-Posso lhe fazer uma pergunta pessoal? – perguntou Pierre esperançoso.
-Se puder, eu responderei. – disse cautelosa.
-Por que você e seu companheiro, Leon, ainda não estão emparelhados?
-É difícil para os de nossa espécie achar seu verdadeiro companheiro. Eu nunca o disse isso, mas tenho certeza que ele é o meu. Mas é difícil você aceitar que alguém que cresceu com você seja seu companheiro, ainda mais com a raridade que isto acontece.
-Pelo que vejo, você já o aceita melhor, não?
-Levou dois anos, mas, sim, eu o aceito. Leon podia ter me matado na época, mas ele me amava e já havia descoberto a verdade sobre nós. Ele venceu seu orgulho e se retirou da disputa pela liderança do bando, o que eu não teria feito. Desde então ele é tudo que há de importante em minha vida. Agora se me der licença... – e sai para a caminhonete.

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-Pierre, - diz Ana. – eu conheço este olhar. Você sabe que não será correspondido por ela.
-Eu sei, mas não posso parar o que já sinto.
Saio e vou para a floresta. Os outros cuidarão de Robert. Eu sei que o que sinto pela mulher lobo não acabará bem, mas não há como evitar. Quando um vampiro ama só há três escolhas: ou ele é feliz para sempre com sua amada, ou ele é infeliz para sempre sem ela, ou ele morre!

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