Trio de sangue - Capitulo 7

| domingo, 19 de dezembro de 2010
Capitulo 7.

O beijo que ela me deu acendeu um fogo em minhas veias. Ele foi esquentando todo meu corpo e quando ela aprofundou também soube que o dela também estava em chamas. Me separei quando percebi que ela já estava ficando sem ar.
-Waw... – disse sonhadora. – Você sentiu isso? – perguntou olhando em meus olhos carinhosamente.
-Sim. Foi como se um fogo passasse por meu corpo inteiro, queimando em chamas.
-Sim. - Disse ela me abraçando. – E quer saber o que mais?
-Fale... – disse a abraçando mais perto de mim, a aconchegando em meu peito. Sua perna se enroscou por cima de uma das minhas.
-A boa noticia... – fez uma pausa e puxou meu ouvido próximo aos lábios dela. – Eu nunca senti nada disso, nem com Leon.
Eu não podia acreditar! Quer dizer que meu laço com ela era mais forte do que com o outro.
-Explique! – pedi a ela.
-O que sentia por Leon era apenas uma tocha comparado ao que sinto quando estou com você. – ela disse olhando em seus olhos. – Não há outra explicação pra isto, a não ser amor. No começo eu quis ser rude com você...
-O que praticamente não conseguia. – a interrompi.
-Porque não era possível. Eu tentava negar a mim mesmo que o meu sentimento era maior por alguém que nem era da mesma espécie e que conhecia a pouco tempo ao invés de alguém que conheci praticamente minha vida toda. Como eu poderia explicar isso? Todo esse sentimento. Com o sumiço de Leon, eu precisava de você perto de mim, para acabar com minha dor, com a minha culpa de ter começado a me emparelhar com ele, e coloca-lo em perigo.
-Se você estivesse comigo, as coisas seriam diferentes. Aqueles vampiros eram recentes, criados a pouco tempo, portanto não eram tão poderosos. Sua raça é forte, mas a minha é quase impossível de destruir. Não querendo ofender. – acrescentei com um sorriso.
-Não ofendeu. Eu sei que apenas um vampiro pode destruir outro.
-Exatamente. Mas acho que está na hora de você dormir, não? Nosso filho está pedindo por descanço...
-Gostei de como isso soa...nosso filho... a idéia me agrada muito. Bem, boa noite. - Disse ela se aconchegando mais a mim.
Eu apaguei a luz e fiquei a observando com minha visão noturna.
-Boa noite, pequena.
-Eu não sou pequena! – disse ela sorrindo, mas com um tom zangado de zombaria. – Sou de um tamanho normal para as mulheres hoje.
-Tudo bem te concedo esta.
Ficamos por mais um tempo em silêncio. Poderia achar que ela estava dormindo, se não fosse pelo ritmo de sua respiração.
-Ei! - chamou ela.
-O que foi? – perguntei preocupado.
-Eu te amo. Não esqueça isso.
Emoção passou por mim.
-Eu também te Amo. Muito. E ao pequeno. – disse antes de ela dormir.
-Isso muito me agrada.
E depois de alguns minutos caiu no sono, enquanto eu a observei toda a noite, admirando a mulher que amo e que me ama, levando um filho que na verdade não era de meu sangue, mas é meu filho de coração.
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Eu acordei em seus braços pelo segundo dia seguido. Isso era tão bom, parecia tão...certo! Era tão gostoso estar assim com ele. E eu o amava. Não sei explicar como, mas o que sinto por ele é até mais forte do que senti pelo Leon. Com ele, eu me sinto inteira. Eu o quero por perto. Eu o quero pra sempre comigo! E esta revelação me fez me movimentar e ele falar comigo.
-Bom dia. – disse ele com voz rouca.
-Bom dia! – disse o olhando. A luz do abajur estava acesa. – Por que sua voz está desse jeito? – perguntei desconfiada.
-Pelo simples fato – sussurrou ao meu ouvido de forma sexy. – de que eu vi a noite toda a moça mais linda e sexy dormir em meus braços. E com cada movimento enquanto dormia a fez roçar algo em mim. Sem contar que ela fala enquanto dorme!
-O que foi que eu falei? – perguntei seguindo o jogo dele.
-Bem... – ele continuou a sussurrar em meu ouvido. – ela disse algo que já sabia, mas foi bom escutar a cada hora que passava.
-Que foi... – o incentivei.
-Que me ama, que não é para eu deixar nunca ela e nosso filho!
-Oh! – Até agora não havia percebido o quanto temia ele me deixar.
-Pois ela deveria saber que nunca abandonarei os dois! Vocês são minha vida agora!
-Ela sabe. – eu disse emocionada e passando a mão por sua face.
-Será que eu ganho um beijinho de bom dia? – perguntou esperançoso, com cara de cachorro que caiu da mudança.
-Não senhor... – disse pulando da cama indignada. – Vou escovar o dente primeiro. Onde já se viu, querer me beijar com esse bafo e ...
Ele me puxou de volta pra cama e me deu aquele beijo que me fez incendiar toda. Quando já estava quase sem ar ele parou e ficou olhando meus olhos.
-Assim está melhor. – me disse e sorriu.
-Café da manhã? – perguntei olhando em seus olhos.
-Claro. Vai tomar o seu banho que já te trago.
-Vocês me mimam muito...
-Costumes de Ana. Pode se preparar que vai piorar... – e saiu dando gargalhadas.
-Eu fiquei meio assustada com o comentário dele, mas balancei a cabeça de um lado ao outro e fui ao banheiro. Nem me dei ao luxo de trancar a porta, apenas encostei. Fui retirando meu baby doll que não tinha muito de sexy a não ser que era curto e tinha um pequeno decote. Quando já estava sem a blusa e o shortinho do nada entra Pierre.
-Amor, esqueci de falar que as toalhas estão...
Ele estacou ao ver o que vestia. Estava com uma lingerie preta. Não uma lingerie normal, porque eu gostava de calcinhas estilo cuequinha e sutiãs estilo top de ginastica, pois os normais não seguravam meus seios. Mas para ele, suponho que deva ter sido a vista mais bela que ele já viu, pois me olhava com tal cobiça que desafiava a lógica humana.
-Ah Lize... – soprou ele. – Por que você faz isso comigo? Já não é tortura suficiente deitar com você, sentir seu cheiro, sonhar com você, ainda tem que me tentar desse jeito.
Fogo subiu pelo meu corpo e eu me contorci de vontade.
-Como eu posso resistir a você nestas condições?
Eu já havia tomado mina decisão e sentia que era a certa. Não ia voltar atrás. Me aproximei dele e levantei meus lábios até estarem próximos ao seu ouvido.
-Então não resista. – disse baixo e sensual.

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